10 Pragas

Os
egípcios tributavam honras divinas ao rio Nilo, e reverenciavam-no
como o primeiro dos seus deuses. Diziam que ele era o rival do céu,
visto como regava a terra sem o auxílio de nuvens e de chuva. O fato de
se tornar em sangue a água do sagrado rio, durante sete dias, era uma
calamidade, que foi causa de consternação e terror. (Ex 7.14...)

Na
praga das rãs foi o próprio rio sagrado um ativo instrumento de
castigo, juntamente com outros dos seus deuses. A rã era um animal
consagrado ao Sol, sendo considerada um emblema de divina inspiração nas
suas intumescências. O repentino desaparecimento da praga foi uma
prova tão forte do poder de Deus, como o seu aparecimento. (Ex 8.1...)

A
praga dos piolhos foi particularmente uma coisa horrorosa para o povo
egípcio, tão escrupulosamente asseado e limpo. Dum modo especial os
sacerdotes rapavam o pelo de todo o corpo de três em três dias, a fim de
que nenhum parasitos pudessem achar-se neles, enquanto serviam os seus
deuses. Esta praga abalou os próprios magos, pois que, em conseqüência
da pequenez desses insetos, eles não podiam produzi-los pela ligeireza
de mãos, sendo obrigados a confessar que estava ali o "dedo de Deus"
(Ex 8.19).

As
três primeiras pragas sofrem-nas os egípcios juntamente com os
israelitas, mas por ocasião da separou Deus o povo que tinha escolhido
(Ex 8.20-23). Este milagre seria, em parte, contra os sagrados
escaravelhos, adorados no Egito.

A
quinta praga se declarou no dia seguinte, em conformidade com a
determinação divina (Ex 9.1). Outra vez é feita uma distinção entre os
egípcios e os seus cativos. O gado dos primeiros é inteiramente
destruído, escapando à mortandade o dos israelitas. Este milagre foi
diretamente operado pela mão de Deus, sem a intervenção de Arão, embora
Moisés fosse mandado a Faraó com o usual aviso.

(Ex
9.8) A sexta praga mostra que, da parte de Deus, tinha aumentado a
severidade contra um monarca obstinado, de coração pérfido. E aparecia
agora também Moisés como executor das ordens divinas; com efeito, tendo
ele arremessado no ar, na presença de Faraó, uma mão cheia de cinzas,
caiu uma praga de úlceras sobre o povo. Foi um ato significativo. A
dispersão de cinzas devia recorda aos egípcios o que eles costumavam
fazer no sacrifício de vítimas humanas, concorrendo o ar, que era também
uma divindade egípcia, para disseminar a doença.

(Ex
9.22) Houve, com certeza. algum intervalo entre esta e a do nº 6,
porque os egípcios tiveram tempo de ir buscar mais gado à terra de
Gósen, onde estavam os israelitas. É também evidente que os egípcios
tinham por esta ocasião um salutar temor de Deus de Israel, e a tempo
precaveram-se contra a terrível praga dos trovões e da saraiva. (Ex
9.20).

Esta
praga atacou o reino vegetal. Foi um castigo mais terrível que os
outros, porque a alimentação do povo constava quase inteiramente de
vegetais. Nesta ocasião os conselheiros de Faraó pediram com instância
ao rei que se conformasse com o desejo dos mensageiros de Deus,
fazendo-lhes ver que o país já tinha sofrido demasiadamente (Ex 10.7).
Faraó cedeu até certo ponto, permitindo que somente saíssem do Egito os
homens; mas mesmo isto foi feito com tão má vontade que mandou sair da
sua presença a Moisés e Arão (Ex 10.7-11). Foi então que uma vez mais
estendeu Moisés o seu braço à ordem de Deus, cobrindo-se a terra de
gafanhotos, destruidores de toda a vegetação que tinha escapado da praga
da saraiva. Outra vez prometeu o monarca que deixaria sair os
israelitas, mas sendo a praga removida, não cumpriu a sua palavra.

9 - Três dias de escuridão
A
praga das trevas mostraria a falta de poder do deus do sol, ao qual os
egípcios prestavam culto. Caiu intempestivamente a nova praga sobre os
egípcios, havendo uma horrorosa escuridão sobre a terra durante 3 dias
(Ex 10.21). Mas, os israelitas tinham luz nas suas habitações. Faraó
já consentia que todo o povo deixasse o Egito, devendo contudo, ficar o
gado. Moisés, porém rejeitou tal solução. Sendo dessa forma a cegueira
do rei, anunciou a última e a mais terrível praga que seria a
destruição dos primogênitos do Egito (Ex 10.24-11.8). Afastou-se Moisés
irritado da presença de Faraó cujo coração estava ainda endurecido (Ex
11.9,10).

10 - A morte dos primogênitos
Foi
esta a última e decisiva praga (Ex 11.1). E foi, também, a mais
claramente infligida pela direta ação de Deus, não só porque não teve
relação alguma com qualquer fenômeno natural, mas também porque ocorreu
sem a intervenção de qualquer agência conhecida. Mesmo as famílias,
onde não havia crianças, foram afligidas com a morte dos primogênitos
dos animais. Os israelitas foram protegidos, ficando livres da ação do
anjo exterminador, pela obediência às especiais disposições divinas
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